Simbiose Industrial


Técnicos mapeiam sinergias e oportunidades em projeto de economia circular

A “Semana da Simbiose: Desafios e Oportunidades”, que aconteceu de 20 a 24 de maio, às vésperas do Dia da Indústria, mostrou que será possível otimizar processos e discutir soluções que permitam o maior aproveitamento de resíduos entre as empresas instaladas no Distrito Industrial de Santa Cruz, dentro do conceito de economia circular.

Na sede da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Santa Cruz (AEDIN), estiveram reunidos representantes das empresas Opersan (de tratamento de efluentes); da siderúrgica Ternium; da Cladtek (fabricante de tubos resistentes à corrosão); da Fiocruz; da Casa da Moeda, Etex Group, Katrium e da Sicpa (soluções em segurança).

As reuniões contaram com a participação de técnicos da missão dinamarquesa, como Per Møller e Mette Wendel, de Kalundborg Symbiosis, Kasper Havemann da Clean Custer e Bjørn Skjødt Sørensen da Viegand Maagøe, além de representantes de parceiros, como a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e do Governo do Estado do Rio. O projeto ainda tem o apoio da Agência de Energia da Dinamarca (DEA).

“O Distrito Industrial de Santa Cruz é pioneiro nesse projeto tão importante para sustentabilidade e para a integração das indústrias. Hoje é impossível pensar em indústria sem pensar em economia circular, e a Simbiose Industrial nada mais é do que essa sinergia, em prol da sustentabilidade das nossas indústrias, do planeta e da sociedade”, afirmou Fernanda Candeias, presidente da AEDIN.

O objetivo do projeto Simbiose Industrial é estimular as indústrias locais a usar coprodutos de outras empresas no seu processo de produção, beneficiando também a economia do Rio de Janeiro. O projeto é uma realização da Kalundborg Symbiosis, em parceria com a Clean Cluster, a Viegand Maagøe, Governo do Estado, AEDIN e Grennova Hub.

“Estamos muito felizes de estar aqui hoje, no encerramento de uma semana cheia de atividades. Estamos desenvolvendo esse projeto desde 2022 com a comissão da Dinamarca e agora o projeto de simbiose toma uma forma mais robusta”, disse Andressa Good, coordenadora da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Industrial, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro.

“O que acho mais impressionante neste projeto é o poder das parcerias, e aqui temos vários parceiros atuando juntos”, resumiu Mette Wendel, Gerente Sênior de Projetos da Kalundborg Symbiosis.

“Demos um passo importante esta semana visitando empresas para fazer mapeamento e triagens, engajando especialistas externos e locais, mas também facilitadores, como a AEDIN e com as empresas. Existe parceria forte dentro de Santa Cruz. Com dedicação e maturidade, estamos encurtando distâncias entre o público e o privado e trabalhando não apenas em razão do lucro, mas em prol de negócios inteligentes, do ponto de vista ambiental, social e econômico. Estou ansioso pelos próximos passos”, afirmou Per Møller, Sênior Symbiosis Developer na Kalundborg.

“Esta semana tem sido muito produtiva, com o engajamento dos diferentes parceiros do projeto: indústrias, AEDIN, Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e com eles também trazendo junto a FIRJAN e o INEA para discutir um projeto muito complexo. É incrível que, com dois dias de mapeamento, nossos colegas da Kalundborg já identificaram muito potencial. Por parte da Greennova, esperamos contribuir desenhando os projetos e identificando mais recursos para fazer a implementação dos primeiros pilotos de viabilidade”, disse Maria Dominguez, diretora da Greennova Hub, após a visita técnica nesta quinta-feira no Distrito Industrial de Santa Cruz.

“A simbiose Industrial beneficia meio ambiente, empresas, governo e comunidades. Ela promove um olhar para dentro das indústrias a fim de verificar como podemos utilizar recursos de forma mais eficiente e trabalhando em conjunto. Dessa forma, todos poderemos usufruir dos ganhos”, afirma Melissa Rocco, gerente de saúde, segurança e meio ambiente da Cladtek e Coordenadora do Projeto de Simbiose na AEDIN.

O Distrito Industrial de Santa Cruz, o mais importante do município do Rio, reúne 14 empresas e é responsável por mais de 18 mil empregos diretos e indiretos. Além das indústrias participantes desta primeira etapa do projeto, estão lá sediadas a Fábrica Carioca de Catalisadores, Furnas e a Casa da Moeda, entre outras. No local, também está sendo construída a nova fábrica de produção de vacinas da Fiocruz/BioManguinhos.

A iniciativa de desenvolver o projeto de simbiose é alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, das Nações Unidas, com foco no ODS 9 (indústria, inovação e infraestrutura) e no ODS 12 (consumo e produção responsáveis).

O Governo do Estado do Rio de Janeiro participa e apoia o projeto por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro (SEDEICS) e da Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro (SEAS).